segunda-feira, 21 de abril de 2014

Manutenção do Breeze

Na semana passada aproveitámos as férias do Manuel e as minhas e passámos uma semana a dar uma pintadela ao findo do Breeze.
O Manuel ajudou-me nesta tarefa o que foi muito motivador e me deu muita alegria.

Como tinha mais tempo do que de costume resolvi limpar o leme e a quilha das diversas camadas de tinta acumuladas ao longo de várias épocas. A ideia era também avaliar o tempo necessário para limpar todo o casco usando diversas técnicas diferentes.Foi um trabalho pesado mas fiquei satisfeito por ver o que estava por baixo daquela tinta acumulada: Não temos moças de maior no patilhão e no leme e a coisa tem bom aspecto.


Com o primário já aplicado

Para decapar usámos várias técnicas diferentes:

-no leme a projeção de água e areia foi útil embora a limpeza final tenha sido feita à mão com uma lixadeira orbital que se revelou muito mais eficaz do que as vibratórias.

- no patilhão usámos um misto de projeção de areia e água, raspagem à espátula, lixa montada numa pequena rebarbadeira e a lixadeira orbital.

Usámos lixa 50, 80 e 120.

A projeção de areia com água é eficaz mas gasta um quantidade de areia impressionante para conseguir resultados. Em meia hora consegui usar 25Kgs de areia. É uma boa técnica para intercalar com a rebarbadeira, mas só por si não chega.
Depois do isolamento do patilhão e leme

Para "reconstruir" utilizei massa de base epoxi para acertar algumas imperfeições e posteriormente primário e acabamento de dois componentes para isolar leme e patilhão. 
Depois pintámos  tudo com duas mãos de antivegetativo de matriz dura.
Aspecto final

Vamos ver quanto dura. além destes trabalhos também tenho de começar a reparar/proteger algumas madeiras que estão a precisar atenção urgente. Vamos ver quando consigo continuar estes trabalhos....

No próximo fds vamos fazer a regata a Sesimbra para testar a nova pintura.

Inté...


quarta-feira, 19 de março de 2014

Regatas Março

Começámos bem este ano.
Fizémos uma data de regatas em Março:
Dia 1 de Março em honra a Arriaga e Cunha velejador emérito da nossa raia:
Estava um bocado de vento

Ainda com alguma ferrugem do Inverno não folgávamos a tempo


Esta foto da tripulação
Depois fizémos a regata do Aniversário da ANL em que brilhamos com uma vitória trabalhosa.
Tivémos a ajuda do Paulo por isso não há fotografias de fora, mas valeu a pena.
Não é todos os dias que se obtém o n.º1.
Curioso será notar que ao dirigir-nos à popa para o Alfeite fizémos um monumental soutien que tardou a desmontar.
A Rota
Também recordo que no primeiro bordo da bolina junto ao Alfeite perdemos bastante para os 31.7 que vinham na nossa cola. Não nos abrigámos da corrente contra como alguns deles fizeram.
No outro lado em frente à entrada da doca do Espanhol também fizémos vários bordos "em seco" até me aperceber que tinhamos de costurar junto à muralha para evitar a corrente. Curioso que ao descair mais para o meio do Rio dava ilusão de um salto vento favorável mas com resultado desastroso como mostra o segundo bordo no GPS.


A Prata conquistada

O papel
 Ganhámos em real e compensado mas o curioso é que os Classe B demoraram menos tempo que nós a fazer o percurso.

Alegria

Sem Pirata


Com pirata

 A seguir à vitória trouxemos o Manuel do Porto para participar na Regata do CSP.
Estava um bocado de vento e não nos correu muito bem.
Mas estas coisas são assim, também a tripulação estava um bocado depauperada. 
Havia menos gente treinada a bordo. De qualquer maneira chegámos ao fim. Não deu tempo para fotos.
Depois disso fizémos ainda as duas regatas do fds passado:
A regata em honra à rainha D. Amélia que parece ter sido Skipper no seu tempo.
Foi uma Regata bem interessante. Até arrancámos muito bem com o Breeze a velejar em boa velocidade, estava um ventinho bom para nós (15-16 nós). 
Em frente à doca do Espanhol atravessou-se-nos um porta-contentores gigante à frente e tivémos de contorná-lo pelo lado Sul. Perdemos bastante nesta manobra.
Estamos a começar a conhecer estas velas e torna-se mais fácil afinar o barco. Mas ainda não dominamos a afinação para vento fraco e acho que ainda há muito potencial para explorar.
Na pôpa até que vinhamos a andar bem mas depois da sessão fotográfica não andámos bem. Perdemos um bordo a terra e alguns dos nossos adversários mais próximos e escaparam-se junto a terra para a chegada. 
Nós envolvemo-nos com outro barco no meio do Rio e atrasámo-nos muito.

A tripulação para a Rainha D. Amélia com a Joana a Skipper
À vinda para trás apanhámos a corrente contra


Em grande estilo 

Aqui começámos a proximar-nos dos 36.7
Aproximámo-nos deles e perdemos para quem se junto à margem Norte

A M estava a sentir-se em casa

No dia seguinte fomos à regata do Arquitecto Teixeira da Fonseca.
O vento estava mais fraquinho e o percurso saiu do Jamor para Caxias. A corrente a encher, metemo-nos muito a meio do Rio na largada. Apanhámos com ela nos queixos e também o Breeze não estava a colaborar. A afinação para pouco vento não estava a resultar. Fomos a perder até à bóia de Caxias, daí tinhamos que ir à Trafaria.
Deu vista de varanda hoje
  Tivémos sorte depois de rondar. Os primeiros começaram a cair muito para dentro do Rio e puzeram-se a fazer bordos a meio do Rio. Havia rios de correntes contrárias no meio. No entanto houve dois barcos que não fizeram bordos e prolongaram direito à Trafaria. 

De repente começámos a ver que o vento e a corrente na margem Sul tinham feito um acordo para deixá-los rondar sem mais bordos.

Rondagem na Trafaria

Nós apercebemo-nos a meio do bordo e emendámos a tempo sem perder muito e passando o pessoal que tinha rondado antes de nós em Caxias.
Depois o carrossel levou-nos ao Jamor e para Belém. 
Foi ao chegar à Torre dos pilotos que a experiência e olho dos nossos adversários nos venceu. 

O Carioca tapado por este artista não pôde defender-se no final

Distraímo-nos com uns e passaram outros pelo meio do Rio em grande velocidade.
Assim foi dois dias diferentes com o mesmo resultado. 6º

Inté...


sábado, 4 de janeiro de 2014

2014 Começo dum ano novo

Este ano que passou recuperámos a actividade de regatas que tinha baixado muito no tempo que estive a trabalhar no Brasil.
Após a volta fizemos mais umas três regatas, Aromas, Aniversário da ANL e APL.

Andámos pelo meio da tabela e divertimo-nos com a companhia uns  dos outros.



Este ano que vem espero conseguir mais participações porque sinto falta duma boa regata e a tripulação (incluindo eu) vai aprimorando com a prática.


A pouca actividade levou-nos a perder alguma capacidade que já tínhamos para fazer as manobras com fluidez.
Vou alterar algo no Rating porque também sinto que podemos explorar outras  soluções nesse campo.

Inté...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Férias

Passámos uns dias em Lagos a curtir a praia e o calorzinho Algarvio.
O vento Norte continuava a soprar forte. 
Soube-me bem a praia embora as tardes se tenham tornado algo picantes com a areia a levantar voo. Mas de manhã estava-se bem.
Apareceu por lá o gigante Endeavour
Praiinha boa!


No fim da semana arrancámos para Norte nas calmas. No primeiro dia calmaria até Sines. Saímos às 8:30 chegámos às 23:00. 
A chegada foi emocionante com uma manada de golfinhos a acompanhar-nos durante bastante tempo fazendo as suas piruetas. O mar estava escuro mas a esteira dos golfinhos fluorescente permitia detectá-los a passar por baixo do casco e a cruzar a proa aos saltos.
Quando aterrámos o festival das tasquinhas ainda funcionava e ainda deu para ir comer o choco frito e outros petiscos.

A viagem para Sines deu tempo para pôr a leitura em dia



Gosto particularmente de Sines, não sei explicar bem porquê. 
A terra voltada ao mar, a marina simples mas bem protegida e com os serviços básicos (mas cuidado que ao Domingo não há gasoleo). 
Em Sines ao lado do grande Almirante
O clima, o Restinguinha e outros restaurantes também ajudam à festa.  
Acho que tem algo a ver com  também com um projecto profissional/pessoal que tive em tempos mas que nunca concretizei. 
A Praia de Sines    


Viajámos para Norte pela manhã no meio do nevoeiro. Eu estava com esperança que abrisse rapidamente, mas a espera prolongou-se até poucas milhas de Sesimbra. 
Pelo caminho ainda nos cruzámos com uma lancha patrulha com um amigo a bordo.
Ao chegar a Sesimbra decidimos parar mais um diazito para recuperar as forças e apreciar a praia local.

O nevoeiro a ''escorrer'' por cima do Cabo Espichel

Saímos de Sesimbra pela manhã em direção a Lisboa sem grande vento. 
Juntinho ao cabo
Mas ao virar o cabo Espichel pôs-se um ventinho agradável que nos ajudou a chegar a Lisboa sem recorrer ao motor. 
Tinhamos de fazer esta foto, não há muitas oportunidades assim
Foi particularmente agradável não ter de ouvir o motor e velejar ao longo da Costa.
Subindo o Tejo
À entrada da Barra de Lisboa o vento caiu outra vez mas uma vez passada a Marina de Oeiras veio um vento quente bom que nos empurrou Tejo acima até à Marina.
E assim acabaram as férias no Breeze. 
Agora há que recomeçar a época das regatas, que também nos vai divertindo.

Inté...



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tour Portugal à Vela

Gostei de participar, acho que é um percurso que todos os velejadores Portugueses deviam fazer. 
A Costa Portugueza tem os seus encantos e não deixa de ser interessante reconhecer alguns pontos históricos e menos conhecidos de muita gente. É uma oportunidade única de passear acompanhado por outros com interesses próximos dos nossos.
O Breeze portou-se à altura
Já fiz várias Voltas em diversas ocasiões e contextos diferentes. 
Pessoalmente gostei muito desta, sem as vedetices e palhaçadas doutros tempos, gostei da falta dos media e dalgumas outras coisas que não me parece terem a ver com a Vela que apareciam noutras ocasiões.

A boa disposição é indispensável a bordo e felizmente continuou costa abaixo
Gostei da Organização sóbria e atenciosa e do recebimento franco e simpático nas Marinas por onde passámos.
De seguida passo pequeno relato:
No fim de Julho lá fomos pelo Atlântico abaixo em direção ao Algarve depois duma subida sem grande história.
Obrigado por tudo Joana e já sabes à noitinha arrefece, pois claro
 A primeira pernada foi até à Figueira da Foz com vento a ajudar e com o pessoal a acomodar-se à nova morada. Chegámos bem e o único percalço foi as baterias negarem-se a pôr o motor a funcionar na aproximação ao cabo Mondego. Fizémos-lhes umas cócegas  e finalmente conseguimos arrancar o motor para dar carga já na aproximação à linha. 
O Luis além de saber da bicharada toda com que fomos cruzando também tem este estilo quando agarra no timão que desarma qualquer Castafiore
Não ficámos muito bem na classificação mas ficámos felizes por ter chegado dentro do tempo limite apesar de na ultima meia hora termos muito que trabalhar para chegar à linha. O vento parou a alguma distância da chegada e tivémos de cambar não sei quantas vezes nesta ultima aproximação.
O pequeno grande marinheiro portou-se muito bem tendo-se equipado conforme as necessidades e dando exemplo a alguns adultos
A etapa seguinte era da Figueira a Cascais e saímos com bom vento para cumprir o percurso. Por volta da Berlenga o vento aumentou e o mar engrossou um bocadito. Mas o pior não era o tamanho; era uma vaga ruim que volta e meia nos entrava pela alheta e obrigava a uma correção forte no leme. 

Intrépido Navegador dos mares da Berlenga, agora de quase todo o mar Oceano banhando a costa Portugueza
Após a Berlenga continuámos mais um bocado para Oeste e quando cambámos a coisa melhorou muito. Com bom vento passámos o Cabo da Roca e acelerámos em direção ao Cabo Raso. Tudo nos conformes.
Mais uma vez após passarmos o Razo uma parada de quase 1 hora antes de conseguirmos cortar a linha.
Mesmo assim fizémos boa figura com a nossa melhor classificação 4º.
O Pedro fez de tudo:  proa, leme e conselheiro culinário, além de fornecedor oficial do Doré e  da adega de bordo
Na etapa seguinte de Cascais até Tróia a coisa parecia correr bem, rondámos o Espichel à frente dos adversários com velocidade semelhante mas fiz uma asneira brutal: 
Estavam muitos barcos parados na entrada da Barra de Setúbal e todos, ou quase todos se tinham colocado a Sul do canal para evitar a corrente vazante.  Estavam parados. Resolvi tentar o lado Norte. Parei também do lado Norte. 
Eis senão quando os barcos que vinham atrás de nós vêm em rumo direto, práticamente pelo meio da Barra cheiinhos de vento, em contracorrente, e passam pelo meio dos expectantes.
Para apanhar este vento tivémos de atravessar toda a Barra com a corrente contra e levámos em menos de 1 hora de navegação cerca de meia hora de atrazo. Toma!


Na Tróia, véspera da grande Etapa gozando o intervalo

A etapa seguinte era muito longa: Tróia- Lagos é um fartote, mas o vento fresquito empurrou-nos para Sul ao longo de quase 19 horas. Tivémos uma estratégia que não resultou muito bem e fomos o barco mais lento. 
Antes de tudo porque não me fizeram a sopa que eu pedi, essa foi a causa principal. 
Talvez devessemos ter subido o Spi quando o vento abrandou, afinal íamos numa regata. 
E escusávamos de ir tão a Sw. Quando cambámos andámos para aí umas 15 milhas (duas horas ao largo) para pôr S. Vicente pelo través e ainda por cima com a grande rizada e a meia carga que não dava para caçar mais com o Norte que ali estava. Não estava muito vento mas chegava para o Breeze mostrar as cuecas.( vi 33 nós mas  desconfio que não vi mais porque a vela rizada tapava a ''trónica'').
Tudo isto é fácil dizer depois, mas na hora....
A Ponta de Sagres é mesmo assim a descer porque está a Norte
Mesmo assim aproximámo-nos da Ponta da Piedade pela madrugada e ficámos um bocadito a lutar contra a corrente por falta de vento, tentando contornar uma armação de atuns que estava por ali. 
Depois de uma sessão de pesca à sapatilha no meio da armação lá contornámos a Ponta e entrámos em Lagos a bolinar como gostamos, com 18 nózitos pela proa.

Comemoração com o Doré
Uma coisa que gostei muito foi ter chegado sem estragos ao Algarve, com uma tripulação bem disposta, outra foi não ter apanhado falhas de vento prolongadas durante o percurso, que já apanhei noutras edições. 


Entrega do prémio ao Manel por ser o mais novo marinheiro deste Tour
  Foi uma semana muito bem passada e agradeço a todos terem comparecido para nos ajudar a levar o Breeze até Lagos. ( e também até ao Douro) e pela participação da tripulação na logistica necessária à participação neste Tour.
Aos senhores do CNC agradeço pela revitalização da regata mais emblemática da Nossa Costa.

Inté...

sábado, 27 de julho de 2013

Estamos no Porto

Chegámos no Sábado passado após uma viagem calma em que conseguimos fazer algumas horinhas de vela e vimos muitos golfinhos.
Ficam algumas fotos.
A tripulação na Berlenga depois dum bom jantar

Chegada à Berlenga



Subindo o Douro

CHEGÁMOS!        
Amanhã fazemos os abastecimentos para não faltar nada durante a festa que vem aí.
No Douro decorrem as regatas dos Catamarans com grande animação.
Esta Marina é bem agradável com um óptimo horizonte visual e boa vizinhança.
Aguardamos a chegada de mais embarcações para começar na Segunda a descida até aos Algarves.

Inté...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em direção ao Porto

Arrancámos em direção ao Norte Sábado de manhã com a vazante.
Não havia vento suficiente pelo que tivémos de recorrer à força do vento de porão.
Fizémos uma paragem ''técnica '' na Berlenga para uma churrascada com pessoal amigo do Nuno que nos recebeu muito bem.
Felizes e satisfeitos reiniciámos a viagem lá prá meia noite e chegámos à Figueira pelas 10:00.
Foram 22 horas de viagem mais 3 horitas de escala. O Breeze ficou na Marina da Figueira até Sábado donde arrancaremos se o tempo estiver de feição.

Inté...