quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cruzeiro S. Jacinto- Ovar

Que gozo!
Um banhinho na Ria antes da regata, Estava um Sol de estalar mas a àgua gelada, quando saí do banho parecia que tinha o corpo a arder.
O Manel também foi, portou-se bem e ficou cliente.


A Regata começou com um NW Força 1, largámos bem soltinhos um pouco a sota do que eu queria mas lá deu, consegui passar na proa dum artista que resolveu cortar a linha a andar para trás com amuras. Mas esteve perto de haver sarrafusca porque se nós virávamos a frota que estava a barla de mim não sei se tinha tempo para reagir.
Passado este primeiro aperto foi sem história, 12 minutos no final para o segundo.
A Ria estava linda com um ventinho suave a puxar pró mareirito. Fizémos a regata toda a marear as velas e quase só deu bordos no bico do Torrão e à chegada ao Carregal. O Pepe não tinha rival à altura e como não fizémos nenhum pit stop significativo a coisa não podia correr melhor.

Gostei de ver a Ria cheia de barcos, gostei de ver que as obras da ponte não atrapalharam, gostei do lanche de S. Jacinto ao ar livre com música e tudo, não gostei do serviço do restaurante do Carregal que a partir das 18h só copos de plástico, caipirinha só à noite e ameijoas só ao jantar. Gostei da Rainbow de cara lavada.

Não tenho fotos, logo este ano que ganhámos tudo mas enfim ficou o gozo.




Parabéns às meninas do Zinda que desmoralizaram a frota dos V's clássicos de tal forma que alguns já não alinharam Domingo... (a foto é do Marco mas acho q ele não se ofende)

À tripulação e especialmente ao Ricardo agradeço a paciência e o empenho que puzeram no barco durante toda a regata.

Agora de seguida há o S.Paio no próximo fim de semana, e a do Cenário dia 19 a que quero ir no Cisne .

Inté...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cruzeiro da Ria, Ovar Aveiro



Fui no Pepe ao cruzeiro.
Largámos bem soltinhos de balão e já estávamos a descolar mas eis que parámos com a sonda a marcar 1,8 m. Não consegui ver o que era mas foi o suficiente para toda a gente passar. Às tantas lá foi o Ricardo à água mas não se soltou, outro mergulho e aí sim recomeçámos a regata.
Daí prá frente foi sempre a acelerar balão acima, balão abaixo balão acima, balão abaixo, concentrados na recuperação, mas não foi fácil.
Quando chegámos à ponte já tinhamos passado metade da frota. Aí virámos à Bestida onde me pareceu estar mais vento.Não conseguiamos planar mas íamos com boa velocidade sem grandes problemas de profundidade.
No bico do Muranzel já só faltava o Carlos que tinha vindo soltinho desde o inicio a abrir a frota.
Mais um pouco, faltava mais um pouco e na rondagem de S. Jacinto lá conseguimos passar para a frente, mas foi Sol de pouca dura. A foto é desta ocasião.
O moitão da alanta de barlavento escachou-se e de seguida o pau subiu e partiu a argola do mastro. Ficámos sem a bola.
Aí começou a regata na vertente do canal de navegação, sempre à espera duma encalhadela súbita, fatal. A malta dos B'Jets lá ía subindo balão em frente aos bacalhoeiros e nós nada...
mas conseguimos aguentar a vantagem e depois da cambadela finalmente consegui respirar aliviado.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Maravilhado com o Faial...

A marina da Horta vista do mar
Piscina natural, há muitas espalhadas pela ilha
Os ilhéus deitado e em pé e o Pico por trás
Viagem ao centro da Terra
Ver baleias
Praia da Fajã altamente divertida com um swell de categoria e uma água transparente que só vista
Vulcão dos Capelinhos visto do farol que ficou oculto depois das erupções
Caldeira originária da Ilha, ainda chegou a manifestar-se em 1958 quando dos Capelinhos
Baleeira em navegação à vela

Foi bom mas já terminou.

Adorei o Faial e gostei do pouco que vi no Pico. Deixo as fotos.

Nas 4 horas ficámos em primeiro no Pêpê depois de várias voltas em intensa disputa com o Vermelho. No final ficámos 5 segundos atrás em real e 1 minuto à frente em compensado.
Agora vem aí o Cruzeiro, vou no Pepe e o Nuno vai no Agil vamos ver como é. O Jorge parece começar a chegar-se ao potencial do barco com um 3º nas 4 horas.

O Cisne tem vindo a recuperar a flutuação e no Domingo já fui ao Areínho a motor, qualquer dia já podemos velejar.

Quanto ao Breeze tem-se feito uns passeiozinhos e já experimentei quase todas as velas.
Vamos ver quando se faz algo mais longinquo.

inté...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Verão na Ria


Quando estava aqui esperançávamos que ia ser pôr à água e já está
Cartaz do Cruzeiro atenção a data está mal.

Pois é!

Estamos a chegar a Agosto e vêm aí os maiores acontecimentos náuticos (pelo menos em numero de participantes) da nossa Ria.
Já tivémos outros: a travessia desde Arcachon, a Regata da APA e agora vem o Cruzeiro (29 e 30 Agosto) e a Semana da Costa Nova (9-16 agosto).

Lamentavelmente assumi outros compromissos e vou de passeio até à Horta na próxima semana e não vou poder meter o Breeze ao barulho na regata de mar da Costa.

O Cisne está na água literalmente e apesar dos nossos esforços ainda não conseguimos tapar todas as entradas de água, ''mas está muito melhor''. Vamos ver o que isto dá....Ainda tenho esperança de dar uma voltinha antes do fim da época.

No entretanto fui ontem à Vilagarcia e ficou decidido que vamos (re)começar em Setembro a todo o gás.

inté...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Baiona-Aveiro final em descendo


Foi muito assim esta etapa




Vieram nesta perna o Ricardo e o Nuno que apesar de ter tido algumas ''dificuldades'' não empatou e ficou a maior parte do tempo lá embaixo a tomar nota de todas as comunicações via rádio. Garanto que graças a ele tivemos o melhor relato de telecomunicações de todos os concorrentes inclusivamente com envio de mensagens líquidas ao Gregório por diversas vezes.
O Gustavo teve de ir cumprir compromisso assumido antes de nós o termos convocado e embarcou num dos barcos que mais utilizou as facilidades rádio.
Embarcou o Ricardo com tanta vontade que não conseguiu pregar olho na noite anterior e teve de adiar o sono para o dia da largada. Vinha com tal genica que se apresentou com equipamento assimétrico para bem diferenciar o Estibordo do Bombordo.

Na tarde de Sexta feira e depois de uns dias de descanso arrancámos de Baiona para mais uma tirada.
Muito à moda da concha com vento fraco, fraquinho, quase nada, nada mesmo. Demorámos horas para sair para o Atlântico.
Depois de sairmos ao mar aberto lá soprou uma brisa que nos levou até perto de Aveiro. descida sem história bastante ao largo para ver se aguentávamos o vento que parecia não soprar em terra.
A doze milhas de Aveiro parámos num semáforo que nos custou umas 5 horas. O diacho estava enguiçado e não havia meio de virar. Coincidou com a manhã de Sábado. Lá para a 1 da tarde veio um ventinho fraco de Norte que nos empurrou até à chegada após tentarmos diversas configurações de navegação.
Foi um final sem sal mas o vento assim quiz.

Valeu por tudo pelo Convivio, pelo Passeio, pelo transporte e pela maneira encantadora como fomos recebidos em todas as etapas.
A escola de regata montada pelo Juiz a bordo penso que fez efeito e foi apreciada pela tripulação. Os cozinhados da primeira etapa ficaram na memória de todos e notou-se muito a falta da Joana desde a Corunha (especialmente eu por outras razões ) .
As refeições tornaram-se insipidas e voltámos à sandonagem que não engrandece o espírito nem acrescenta prazer, mas conforta o estomago. Tudo isto por razões de tripulação reduzida e ventosga da Corunha a Baiona.
O meu agradecimento a todos, à Organização, aos outros Concorrentes e particularmente a todos que me ajudaram em terra e na água e .......desculpem qualquer coisinha.

Inté...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Corunha-Baiona, autoestrada do Sul

Perto do finisterra o ventinho a subir
''Le bordel'' depois duma noite a acelerar
Cá estão os três descansando após a etapa


Nesta etapa estava um pouco apreensivo, não conhecia o barco com vento, estávamos só três. O percurso parecia um pouco mais complicado, etc...
Mas foi um gozo, saimos da Corunha pela manhã com um ventinho de proa fraquinho mas lá conseguimos descolar de Terra sem mais complicações.
Ao fim dumas horitas passou o Snoopy, sem pôr o pisca, numa bolina folgada muito a propósito da sua genoa grandiosa.
Um pouco mais à frente o vento abriu e conseguimos subir o balão para engrenar finalmente outra velocidade. O vento foi refrescando e ao final da tarde já faziamos umas planadelas com 20 nózitos de real. Conforme fomos vencendo os diversos cabos o vento foi refrescando até que lá pelas 23:00 já levávamos a planadela de seguida com o vento a aguentar-se bem acima dos vinte(pois é a vida começa aos vinte como dizem os Riders).
Mas a coisa não ficou por aqui...
Vieram os 25, os 27, os 28 e aí eu desejei que fosse dia porque não viamos bem as ilhas, passámos pelas Ons e já não as vi.
Não estando muito acomodado ao GPS falhei um bocadito a entrada da Ria de Vigo e quando tivemos de passar dum aparente 150º para 130º para corrigir também o vento subiu para 30 reais. Estava o caldo preparado: Piasca monumental com uma, duas orçadelas, tivemos que arrear o spi, agora que estava no máximo gozo.
Ainda puzémos o pau na genoa e chegávamos aos 12, 13.
À chegada o barco do jury foi à nossa frente à vela e a motor porque quase era apanhado fora do sítio.
Fiquei muito contente, o barco também dá gozo e comporta-se bem sem surpresas desagradáveis.

TEMOS BARCO!!!

inté....

Arcachon- Corunha

Tivemos visitas dos nossos amigos por diversas vezes.
Feliz por largar amarras.
A comida não podia ser má!Olhem para os sorrisos!
Ok! Sr. Mergulhador!

Sempre um olho na genoa!

Dia 1 lá fomos para Arcachon buscar o Breeze, chegámos lá a meio da noite depois dos 900 e tal Km's de carrinha gentilmente cedida pelo Pedro. Que era para vir mas não pôde mas mesmo assim ajudou muito.
Aprendi que six quatre zero é 6000 e lá conseguimos entrar no hotel não sem fazer alguma algazarra na calma da cidade estival.
No dia seguinte entrámos no barco e tivemos de fazer uma limpeza geral até porque o convoyeur tinha tido problemas com o filtro do gasoleo e ainda havia restos de gasoleo no fundo.
Problema resolvido restava reconhecer cabos e velas para preparar a viagem.
Até chegámos a tempo ao jantar francês com muita gente simpática e comida a preceito.
No dia 3 pela manhã resolveram fazer a largada dentro da Ria que até é muito larga. A barra é especialmente bonita com multiplos tons de azul devido aos fundos de variáveis, deve ser manhosa com vento....
Largámos bem, nas calmas porque a regata era longa e o vento fraco.
Tripulação jovem e bem disposta, nunca tinhamos navegados junto. As coisas correram pelo melhor no primeiro dia e progredimos alegremente com um ventinho de menos de 15 nós apropriados à experimentação do barco.
No segundo dia o vento começou a faltar, cada vez mais fraco, céu encoberto com abertas, só soprava quando alguma nuvem mais preta se aproximava.
Assim continuou até à penultima tarde fraco e na maioria das vezes de proa. Nesse dia à noite tive uma regata com uns pesqueiros que se divertiram a jogar ao gato e rato comigo. Quando vinha a bolinar para o mar os marotos que vinham ao arrastro mesmo na direção do vento aceleravam e punham-se na minha proa. Eu para evitar complicações fazia novo bordo a terra para ganhar barlavento. Saía de terra com rota para cruzá-los pela proa à vontade mas quando me aproximava eles davam outra vez à vante com mais força e atravessavam-me pela proa.
À terceira resolvi ir mais a terra e quando virei para cima eles voltaram para tras. Perdemos tempo nisto porque no mar estava mais vento, mas enfim......
De qualquer forma para a Joana, o Juiz, o Afonso, o Gustavo, o Gonçalo e eu foram uns dias bem passados a navegar no meio do mar com bom ambiente e sem demasiada regatite.
Curioso que no meio disto tudo conseguimos comer bem e inclusivamente fazer um jantar com toda a gente à mesa no meio do Atlantico com as velas todas em cima.
Ainda tentámos até à ultima chegar dentro do tempo limite mas não deu, o vento rodou para o lado errado e manteve-se de proa até ao fim.
Não houve classificação porque ninguém chegou dentro do tempo limite.